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01/09/2017 | 12:16

Formação apoia profissionais da educação infantil a promoverem ambiente para investigação das crianças

A criança compreende, desde cedo, que existem muitas coisas para conhecer no mundo, e as instituições de educação infantil são locais privilegiados para estimular a curiosidade por meio do acesso a experiências e saberes. Partindo deste pressuposto, no início do mês de agosto, o programa Paralapracá lançou a formação no eixo Assim se explora o mundo, no Ambiente Virtual de Aprendizagem – AVA Paralapracá. O Módulo está recheado de informações sobre como as crianças percebem, experimentam e aprendem a respeito do mundo. Além disso, indica como os documentos norteadores da educação infantil lhes asseguram o direito de serem ativas em todo o processo de aprendizagem.

De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil (DCNEI/2009), as práticas pedagógicas precisam garantir “experiências que incentivem a curiosidade, a exploração, o encantamento, o questionamento, a indagação e o conhecimento das crianças em relação ao mundo físico e social, ao tempo e à natureza”. Assim, durante a formação, as coordenadoras pedagógicas – público-alvo do AVA Paralapracá – recebem subsídios necessários para estimular a comunidade escolar a resgatar o olhar sensível para a experimentação infantil, além de desenvolverem uma escuta atenta para conduzir as crianças nessa jornada investigativa.

Neste sentido, Greta Fragata, uma das conteudistas do Módulo, explica que esse eixo formativo oferece possibilidades para que educadores auxiliem as crianças no processo de descoberta do mundo. “Nosso papel enquanto professoras é promover esse ambiente, para que elas possam ser as investigadoras que já são e para que possam ir um pouco mais além. É trazer para dentro da instituição mais repertório, e também ir buscar fora, se possível. O mundo é isso: é dentro e fora”, diz.

Segundo a especialista, a formação também é um convite ao aprofundamento, uma vez que abre janelas para que as cursistas explorem o mundo de possibilidades que o tema permite. “É um início de conversar, para se aprofundar mais. A proposta é despertar nas cursistas uma vontade de fazerem outras pesquisas, descobrirem novos caminhos, sempre pensando na autoria e nas características de cada cultura, de cada município. É uma inspiração para ir adiante”, afirma Greta.

Escolha compartilhada

As ações de formação do programa Paralapracá, que acontecem no modo presencial e a distância, são desenvolvidas de maneira que coordenadores pedagógicos e técnicos das secretarias de Educação promovam práticas formativas de maneira autônoma, fortalecendo as instituições de Educação Infantil como espaços de desenvolvimento profissional permanente. Com o intuito de estimular essa autonomia, as ações formativas das redes parceiras foram construídas de forma compartilhada.

Após uma rodada de diálogos, definiu-se, em março deste ano, que o primeiro eixo formativo seria o do Brincar. Nesse segundo momento da formação a distância, a Avante se comprometeu em disponibilizar dois módulos formativos para que as equipes técnicas de cada secretaria municipal, articuladas com as coordenadoras pedagógicas, fizessem sua escolha, tendo em vista a sinergia com a formação presencial. Desta forma, o módulo formativo do eixo Assim se explora o mundo foi lançado em

O Programa

O Paralapracá é uma frente de formação de profissionais da educação infantil, realizado pela Avante – Educação e Mobilização Social, com apoio do Instituto C&A. O trabalho se desenvolve a partir da formação continuada de formadores, com o objetivo de contribuir para a melhoria da qualidade do atendimento às crianças nesse segmento, com vistas ao seu desenvolvimento integral. Para tanto, é estabelecida parceria com as secretarias municipais de Educação, valorizando, ampliando e fortalecendo os saberes de cada localidade onde o projeto for.

O Paralapracá foi lançado em 2010 como um projeto do Programa Educação Infantil do Instituto C&A, originalmente focado na região Nordeste. Desde então, chegou a dez municípios, em dois ciclos de implementação. Em 2015, com a chancela do Guia de Tecnologias Educacionais do Ministério da Educação (MEC), ganhou caráter nacional.

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