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25/04/2016 | 15:17

Quando o assunto é gestão de políticas da educação infantil

not_2016_25_04Salvador (BA) — A equipe técnica do projeto Paralapracá ganhou novo reforço. Ana Luíza Buratto, especialista em administração, desenvolvimento de recursos humanos e psicologia social, acaba de se unir ao time para agregar ao projeto seu conhecimento em gestão da educação. Em sua carreira, a especialista coordenou diversas iniciativas dedicadas à gestão da educação, à articulação institucional e ao fortalecimento do sistema de garantia de direitos. De sua experiência, ela aportará ao projeto Paralapracá dois instrumentos que ajudou a conceber no Ministério da Educação (MEC) e na União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

O convite a Ana Luíza traz no horizonte o plano de ação do projeto Paralapracá desenhado para 2016 e 2017, considerando que o ano que vem marca o início de novos mandatos nas prefeituras. Em seu trabalho, a profissional contribuirá para o desenvolvimento de ações que visam gerar a sustentabilidade das políticas públicas ligadas à educação infantil, consolidadas ao longo dos últimos dois anos com a implantação do projeto Paralapracá nos municípios.

“Neste momento em que a Avante e o Instituto C&A estão se deslocando para novas posições e dando espaço aos municípios para incorporarem a metodologia e os princípios do Paralapracá nas políticas relativas à educação infantil, e também num momento de mudança de gestão municipal, pensou-se que era muito importante esta contribuição à gestão”, explica Ana Luíza. “É nossa expectativa apoiar a transição republicana que ocorre depois das eleições municipais, especialmente na área da gestão da educação infantil”, afirma.

O apoio se dará em visitas aos municípios parceiros do projeto Paralapracá e, principalmente, a distância, por meio do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). “Vamos ter uma ‘sala’ [seção] dedicada à gestão no AVA do Paralapracá. Nesta sala, esperamos conseguir apoiar e acompanhar a elaboração de instrumentos voltados à sustentabilidade do projeto”, adianta Ana Luíza.

O instrumento do MEC que Ana Luiza está trazendo para o projeto Paralapracá é o memorial, criado com base no documento “Memorial da Gestão da Educação Municipal – Construindo uma Transição Republicana no Brasil”. Ele foi encomendado pelo MEC e elaborado em 2008, por Ana Luiza e Mônica Samia, coordenadora de implementação do projeto Paralapracá. Este instrumento atualizado está sendo amplamente disseminado também no site do Conviva, tendo em vista sua relevância. O Paralapracá vai contribuir agregando aspectos específicos da educação infantil, que não estão presentes.

“Havia uma prática comum nos municípios, que era a de terra arrasada. Não se deixava memória no município depois da transição da gestão. E a nova gestão levava muito tempo para se assenhorear das ações e projetos”, analisa Ana Luíza. Para atenuar o problema, o documento estabelece um roteiro para a sistematização de tudo o que se fez em relação à educação durante uma determinada gestão. No caso do projeto Paralapracá, haverá uma adaptação desse material, focando nas políticas relativas à educação infantil.

O outro instrumento, que Ana Luiza ajudou a construir na Undime e que também será incorporado às propostas do Paralapracá, é a Agenda dos Cem Primeiros Dias. Enquanto o memorial organiza a memória da gestão que está saindo, a agenda trabalha com a nova gestão que entra no município.

“É uma ação junto com a equipe de transição, que deve ser feita logo após as eleições de outubro. A ideia é que se trabalhe a partir de novembro e dezembro com a equipe de transição para o começo do reconhecimento da realidade dos municípios”, esclarece Ana Luíza, que se diz bastante otimista com as perspectivas do projeto Paralapracá. “O trabalho é grande e nosso maior desafio é apoiar os municípios, mas nossa expectativa é muito positiva”, nota.

Ana Luíza também prevê auxiliar os municípios parceiros no fortalecimento da interlocução intersetorial, incluindo outras coordenações ou setores da secretaria municipal. “O Paralapracá envolve apoio às políticas relacionadas à formação, materiais, currículo. A interlocução precisa ser fortalecida, para evitar que esses pilares não fiquem dessintonizados”, indica.

Ana Luiza é uma das fundadoras da Avante. Com formação em psicologia e mestrado em família na sociedade contemporânea, ela atua na coordenação ou na equipe técnica de projetos nas áreas de educação, participação social, gestão em educação e fortalecimento de família.

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