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05/10/2017 | 13:16

Redes parceiras dialogam sobre fortalecimento da gestão

O fortalecimento da gestão tem sido um dos temas norteadores no compartilhamento de experiências entre as equipes técnicas dos municípios parceiros do programa Paralapracá em Camaçari (BA), Maceió (AL), Maracanaú (CE), Natal (RN) e Olinda (PE). O assunto vem sendo discutido nas ações presenciais e a distância do Programa por meio de trocas realizadas nos fóruns do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) do Paralapracá, assim como no encontro presencial realizado em julho, durante o seminário do Programa. Neste último, foram avaliadas as ações desenvolvidas e os resultados alcançados ao longo do primeiro semestre deste ano, com vistas ao planejamento do segundo.

As equipes técnicas das secretarias compartilham o entendimento de que, em geral, a melhoria da qualidade do atendimento nas unidades de Educação Infantil passa por diversas dimensões da gestão, a exemplo de financiamento, recursos materiais, infraestrutura e formação dos profissionais. Com o objetivo de contribuir para a sustentabilidade dos princípios e ações do Paralapracá nas políticas municipais de Educação Infantil, nos processos formativos e nas práticas pedagógicas, a Avante e o Instituto C&A passaram a atuar de forma mais enfática nessa área. Em 2017, a meta estabelecida foi o foco no fortalecimento das equipes técnicas das secretarias para que estas dimensões sejam geridas com qualidade, de forma a atender às demandas de cada realidade.

A iniciativa tem sido validada pelas equipes das secretarias, aponta o relatório de avaliação externa do Programa, elaborado pela Move Social: “Neste caminho, o Programa reconheceu a articulação entre estes processos (formação de profissionais e fortalecimento da gestão) e apoiou as secretarias de Educação a analisar problemas de ordem administrativa e de gestão que têm impacto nos processos formativos”, conforme descrito no documento.

 “Fazer junto” e não “fazer  por”

As estratégias para fortalecer a gestão, fomentadas e ancoradas no Programa, partem da premissa básica do “fazer junto” e não “fazer por”.  A equipe técnica de Maracanaú (CE), por exemplo, tem compartilhado avanços ligados a recursos financeiros e materiais, resultado de uma bem-sucedida articulação intersetorial. “Há muitos anos a gente não via a construção de uma creche municipal em tempo integral. Acabamos de receber uma, quatro já saíram no processo licitatório e mais quatro serão licitadas. Foi firmado ainda convênio com o governo do estado para a construção de mais uma. Além disso, a gente já está se articulando para compra de brinquedos artesanais”, afirmou Gleíza Guerra de Assis Braga, chefe do setor de Planejamento de Políticas Educacionais.

Fruto também das ações de gestão, Angelina Araújo, coordenadora-geral de Educação Infantil, revela que, em Maceió (AL), o departamento ganhou mais protagonismo e visibilidade. “A gente passou a ser mais consultado. É algo que não víamos há muito tempo. Um novo movimento se apresenta na Rede de Ensino de Maceió nos últimos anos, um interesse circunda a coordenadoria de Educação Infantil pelas demais coordenadorias, seja por meio da Semed [Secretaria Municipal de Educação] ou pela gestão municipal. Passamos a ter assento no Conselho Municipal de Educação, depois na Plataforma dos Centros Urbanos (PCU) – UNICEF, fomos apoiados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), quando da elaboração das Orientações Curriculares para Educação Infantil de Maceió. Estamos ganhando notoriedade”, disse Angelina Araújo.

As técnicas das secretarias também ratificam a importância do módulo formativo na área de gestão, ofertado no AVA Paralapracá, e validam a iniciativa da plataforma e seu conteúdo. “Com relação ao módulo de gestão [no AVA Paralapracá], foi uma experiência muito prazerosa e enriquecedora para nós participarmos de um estudo que veio ampliar o pensamento teórico e prático de consolidação da formatação de uma gestão. Veio nos trazer essa possibilidade de compreensão, articulação e percepção. O módulo não é algo só técnico, mas também de construção de ideias, discussão, elaboração daquilo que é possível e do que não é, dentro de um planejamento, com perspectivas a acontecer no período que virá “, relatou Verônica Torres, técnica da Secretaria Municipal de Educação de Natal (RN).

Desafios

Guardadas as demandas específicas e identidade de cada um dos cinco municípios, as equipes técnicas pontuam desafios a serem enfrentados. De um modo geral, a construção de soluções passa pela ampliação do quadro de profissionais na Educação Infantil (equipe técnica e coordenadores pedagógicos), bem como pela melhoria da estrutura física, pelos investimentos em recursos materiais, pela expansão da oferta e democratização do acesso à internet, além de garantir a Educação Infantil como prioridade.

“O grande desafio que percebo é a interlocução com os outros patamares da gestão. Não adianta ficar só no âmbito da gestão da técnica se não houver um envolvimento de todos. Apesar de perceber que as concepções e princípios do Paralapracá estão consolidados na ponta, na perspectiva do pedagógico, preocupo-me com as questões das políticas públicas. Nosso desafio, neste primeiro semestre, foi manter a chama acesa”, afirmou Célia Regina Bastos, da equipe técnica da Secretaria Municipal de Educação de Olinda (PE).

Paralapracá

O programa Paralapracá é uma frente de formação de profissionais da Educação Infantil, realizado pela Avante – Educação e Mobilização Social, com apoio do Instituto C&A. O trabalho se desenvolve a partir da formação continuada de formadores, com o objetivo de contribuir para a melhoria da qualidade do atendimento às crianças nesse segmento, com vistas ao seu desenvolvimento integral. O Programa é realizado em parceria com as secretarias municipais de Educação, valorizando, ampliando e fortalecendo os saberes de cada localidade onde o Paralapracá atua.

O Paralapracá foi lançado em 2010 como um projeto do Programa Educação Infantil do Instituto C&A, originalmente focado na região Nordeste. Desde então, chegou a dez municípios, em dois ciclos de implementação. Em 2015, com a chancela do Guia de Tecnologias Educacionais do MEC, ganhou caráter nacional e já pode ser ampliado para outros municípios interessados.

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