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20/09/2017 | 10:10

Redes se organizam para implementação da Base Nacional Curricular Comum

Fruto de amplo processo de debate e negociação com diferentes atores do campo educacional e com a sociedade brasileira, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) irá nortear a construção e efetivação do currículo no que se refere aos objetivos de aprendizagem para cada faixa etária. Desde que foi divulgada a primeira versão, em 2015, a BNCC tem sido amplamente pautada entre os atores sociais, com o objetivo de promover diálogos sobre o documento que, atualmente, está na terceira versão e passa por uma última revisão, no Conselho Nacional de Educação (CNE), antes de ser homologada, causando mobilização nos diferentes segmentos da educação.

O programa Paralapracá tem desenvolvido e acompanhado ações para que os municípios parceiros possam se planejar para a implementação da BNCC na Educação Infantil, prevista para 2018. Pensando na necessidade de compreensão da Base, o capítulo: Diálogos como Currículo, encontrado em todos os módulos de formativos do Ambiente Virtual de Aprendizagem do Paralapracá, já foram inseridas as ideias estruturantes que compõem a BNCC. Uma das propostas previstas no documento da Base, já abordadas nas formações do Programa, diz respeito à concepção de aprendizagem na Educação Infantil, em consonância com as formas de pensar e agir das crianças com e sobre o mundo. A BNCC prevê, para essa etapa educacional, uma organização curricular em “campos de experiências”.

“A concepção de campos de experiência é uma das ideias estruturadoras da nova Base Nacional, no âmbito da Educação Infantil. Esta é uma concepção inovadora no contexto brasileiro e considero uma grande vitória ela ter sido inserida no documento, visto que rompe com a organização curricular fronteiriça, onde os conteúdos são organizados em ‘caixas’, as chamadas disciplinas ou áreas de conhecimento. As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, de 2009, já apontavam para a importância de um currículo pautado nas diferentes linguagens da criança e, agora, a BNCC vem detalhar esta abordagem, por meio dos campos de experiência”, esclarece Mônica Samia, consultora associada da Avante e coordenadora de implementação do Programa.

Mônica, que também é co-autora da pesquisa de doutorado Diálogos formativos: singularidades nas experiências de formadores da educação infantil (2016), explica que os campos de experiência têm como base a ideia da aprendizagem integrada, pois são coerentes com a forma das crianças aprenderem, a partir da interação entre suas ideias e os conhecimentos socialmente construídos. Por isso, fortalecem uma abordagem curricular centrada na participação e protagonismo da criança, tornando a escola um espaço de vida, com intencionalidade educativa.

Além do Paralapracá, o Conselho Nacional de Secretários de Educação (CONSED) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME) se mostraram sensíveis à preparação das redes para planejamento e implementação da Base, ao lançar o Guia de Implementação da BNCC. “A intenção é ajudar a equipe gestora [das secretarias de educação] a organizar o trabalho para que possa produzir um documento que tenha como referência as aprendizagens pautadas pela BNCC, que revele a identidade de cada localidade ou região e que seja apropriado pelos educadores como um documento orientador da sua prática”, reitera o Guia.

O Programa

O programa Paralapracá é uma frente de formação de profissionais da Educação Infantil realizado pela Avante – Educação e Mobilização Social, com apoio do Instituto C&A. O trabalho se desenvolve a partir da formação continuada de formadores, com o objetivo de contribuir para a melhoria da qualidade do atendimento às crianças nesse segmento, com vistas ao seu desenvolvimento integral. O programa é realizado em parceria com as secretarias municipais de Educação, valorizando, ampliando e fortalecendo os saberes de cada localidade onde vamos.

O Paralapracá foi lançado em 2010, como um projeto do Programa Educação Infantil do Instituto C&A, originalmente focado na região Nordeste. Desde então, chegou a dez municípios, em dois ciclos de implementação. Em 2015, com a chancela do Guia de Tecnologias Educacionais do MEC, ganhou caráter nacional.

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