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29/05/2015 | 12:14

Secretária de Maceió considera Paralapracá um “pilar” no município

Ana Dayse - Secretária de Educação Foto:Marco Antônio/Secom Maceió

Ana Dayse – Secretária de Educação
Foto:Marco Antônio/Secom Maceió

Maceió (AL) — “O projeto Paralapracá marca o começo do que eu chamo de um novo momento na educação infantil de Maceió.” A afirmação é de Ana Dayse Resende, secretária de Educação da capital alagoana. Graduada em medicina, com especialização e mestrado em saúde pública, Ana Dayse foi professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), onde exerceu o cargo de reitora durante dois mandatos. Ex-integrante do Conselho Nacional de Educação (CNE), a gestora assumiu a Secretaria Municipal de Educação de Maceió no início de 2013, exatamente quando o município começou a implementar o projeto Paralapracá. Desde então, segundo a secretária, a metodologia do projeto vem conduzindo as políticas de orientações curriculares na educação infantil do município.

A realidade da educação infantil em Maceió é ainda distante do que prevê o Plano Nacional de Educação (PNE) em sua meta 1: “universalizar, até 2016, a educação infantil na pré-escola para as crianças de 4 a 5 anos e ampliar a oferta de educação infantil em creches de forma a atender, no mínimo, 50% das crianças de até 3 anos até o fim da vigência deste PNE”.

De acordo com dados do Censo Demográfico 2010, a capital alagoana tem uma população de 87.256 crianças na faixa etária de 0 a 5 anos. São 56.682 crianças entre 0 e 3 anos e 30.574 de 4 e 5 anos. Entre as crianças de 0 a 3 anos, cerca de 25% frequentam creches (porcentagem que cai para 4,7% quando somadas as crianças que são atendidas por creches públicas). Entre as crianças de 4 e 5 anos, 81% frequentam a pré-escola, mas somente 21% estão na rede pública.

A secretaria municipal de Educação afirma que os dados do Censo são superestimados. “Infelizmente, esses números estão próximos de nossas metas, e não de nossa realidade”, aponta Ana Dayse. “São atendidas 7.800 crianças de 0 a 5 anos na rede municipal pública, o que não totaliza nem 10% dessa população”, informa a secretária. “Para se ter uma ideia, o município só tem duas creches para crianças de 0 a 3 anos”, acrescenta.

Para falar sobre este e outros desafios, Ana Dayse concedeu uma entrevista para o site do Paralapracá.

Site do projeto Paralapracá – Quais as maiores conquistas da educação infantil nos últimos anos em Maceió?

Ana Dayse – A educação infantil é um grande desafio em Maceió. Ainda são poucas as escolas que atendem à faixa etária de 0 a 5 anos, mas a rede vem crescendo. Contamos hoje com 53 escolas de educação infantil e serão inaugurados 17 novos centros de educação infantil, cujos projetos estão em andamento.

Paralapracá – Como o projeto Paralapracá contribui com a rede municipal de educação?

Ana Dayse – Quando ganhamos o edital do Paralapracá, em 2013, iniciamos o que eu chamo de um novo momento na educação infantil de Maceió. A rede não tinha uma política definida para a educação infantil e nós adotamos a metodologia do Paralapracá. Eu digo que o projeto foi o pilar no início da nossa gestão. Hoje contamos também com consultorias da Ufal e do Pnud [Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento], mas o esteio do nosso trabalho é o Paralapracá. Estamos trabalhando nas orientações curriculares da educação infantil, que serão concluídas em julho, e o Paralapracá vem sendo nossa linha mestra. Passamos a tê-lo como guia e os resultados têm sido muito favoráveis. O projeto é reconhecido não só pela equipe técnica da secretaria, mas também por quem está no chão da escola. As coordenadoras pedagógicas têm as melhores referências do Paralapracá, defendem a proposta e estão trabalhando por ela.

Paralapracá – Quais os desafios que a educação infantil de Maceió precisa enfrentar?

Ana Dayse – São dois nossos maiores desafios. O primeiro é ter uma infraestrutura adequada para atender mais crianças. Precisamos expandir nossa infraestrutura, ter mais escolas. E o outro desafio, que é ainda maior, é aumentar nosso quadro de profissionais. Não temos como expandir sem infraestrutura e com o nosso quadro de professores, que ainda é pequeno para atender à demanda. [Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), no Censo Educacional 2012, há 273 docentes no ensino pré-escolar nas escolas públicas municipais de Maceió.]

Paralapracá – Qual a importância, no seu ponto de vista, de projetos que unem sociedade civil, iniciativa privada e governo na condução de políticas públicas?

Ana Dayse – O Brasil precisa que esses setores se unam para defender a causa da educação. Falar em parcerias é falar em pares, em troca de experiências e de informações. Em um país como o nosso, todas as esferas têm mesmo que se dar as mãos para somar esforços. Quando temos a possibilidade de trabalhar de forma conjunta, o ganho é a formação das nossas crianças. Quando você tem essa compreensão, tudo fica mais fácil.

Paralapracá – Como pretende perpetuar os aprendizados da metodologia do projeto Paralapracá em Maceió?

Ana Dayse – A experiência de dois anos e meio do Paralapracá é a base da política de educação infantil que está em construção em Maceió. Com a colaboração da Ufal e do Pnud, estamos traçando as orientações curriculares da educação infantil no município e para isso tomamos como base o Paralapracá. O projeto deu rumo à rede.

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