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08/09/2014 | 10:52

Vernissage reúne produção das crianças e revela o brincar cotidiano

2014_08_09Natal (RN) – O Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Irmã Dulce, de Natal, compartilhou com o público, no mês de junho, as produções artísticas das crianças elaboradas após a formação no eixo Assim se Brinca, do projeto Paralapracá. O vernissage reuniu, além dos brinquedos confeccionados pelas próprias crianças, suas pinturas, desenhos e também brinquedos e brincadeiras tradicionais. O evento contou com a presença de familiares, professores, coordenadores pedagógicos, diretoras do CMEI e demais profissionais da instituição, além, é claro, das autoras das obras.

A ideia da exibição, segundo Katia dos Anjos, coordenadora pedagógica do CMEI Irmã Dulce, surgiu a partir da percepção do desenvolvimento das crianças nas práticas pedagógicas realizadas. “Foi quando decidimos culminar com um vernissage para apresentar as criações delas”, explica a coordenadora.

Selma Bedaque, assessora pedagógica do Paralapracá, esteve presente ao evento e o descreveu como uma atividade complementar de extrema importância. “Os brinquedos e desenhos expressavam o quanto elas brincaram e tiveram a oportunidade de produzir arte e conhecimento. O resultado era visível no rosto das crianças, dos pais e avós, que também brincavam com elas”, conta Selma.

Participação

Katia conta que, após a formação nos eixos do projeto, as coordenadoras do CMEI, em parceria com Selma Bedaque, iniciaram as formações com as professoras dentro da instituição. E estas, por sua vez, levaram a experiência para a prática pedagógica com as crianças. O projeto foi instaurado durante a segunda etapa das formações no eixo Assim se Brinca e foi batizado de: Com Brinquedos Artesanais a criança do CMEI Irmã Dulce se diverte com o que faz. “Buscamos realizar atividades que priorizavam a construção da autonomia e o despertar para novos conhecimentos”, diz. A partir desta premissa, segundo a coordenadora, foram realizadas atividades criativas com o intuito de despertar a curiosidade e o olhar de pesquisador em cada uma delas.

Os pais também foram envolvidos no processo. As educadoras do CMEI distribuíram questionários entre eles com o intuito de saber quais eram suas brincadeiras prediletas quando crianças, quais eram proibidos de brincar e se brincavam mesmo sendo proibidos. As informações coletadas serviram de base para a proposição de atividades no dia do evento com os pais e as crianças para que “os primeiros relembrassem a infância e para proporcionar um momento para o brincar em família. As brincadeiras realizadas durante o vernissage foram, em sua maioria, de origem popular”, explica a coordenadora. Destacaram-se as seguintes brincadeiras: Pé de Quenga, Peteca, Rói-Rói, Cirandas, Maré, Seu Grilo, Caça ao Tesouro, Esconde-Esconde, Tica-Tica, Circuito com Obstáculos, Casinha, Banho de Mangueira, Banho de Grude, Brincadeiras com areia e água.

Ensinar e aprender

De acordo com Selma Bedaque, era perceptível a ressonância da formação no trabalho das coordenadoras. Ela informa que tanto coordenadoras e professoras já reconhecem a importância do tempo e espaço para o brincar na educação infantil. “E o resultado do vernissage mostra a valorização crescente das atividades lúdicas”, concluiu.

A coordenadora do CMEI Irmã Dulce, Kátia dos Anjos, ressalta que as formações realizadas pelo projeto fizeram com que os professores se envolvessem, cada vez mais, no trabalho pedagógico. “As aulas estão mais dinâmicas e as professoras estão buscando um olhar mais sensível na elaboração do seu planejamento, assumindo a criança como um ser cujo potencial necessita de boas oportunidades de aprendizado para se desenvolver.”

A professora de Educação Infantil do CMEI Irmã Dulce, Raimunda Gomes de Medeiros, percebe as mudanças na sua atuação no dia a dia com as crianças. “O projeto Paralapracá tem contribuído de forma significativa no meu contínuo aprendizado como profissional, pois me trouxe respaldos teóricos que norteiam uma prática alicerçada em conhecimentos inovadores. Isto tem me possibilitado ver a criança como um agente de conhecimento e transformação. E a brincadeira é uma importante ferramenta neste processo.”

Mônica Samia, coordenadora de implementação do projeto Paralapracá pela Avante – Educação e Mobilização Social, lembra que, para o projeto, a brincadeira, livre ou dirigida, é tão importante para a criança que se faz necessário priorizar espaços e momentos específicos nas instituições de Educação Infantil. “E cabe ao educador dialogar com a comunidade e seus colegas sobre a importância da brincadeira para o desenvolvimento da criança, além de planejar situações que garantam a elas o direito de brincar e se expressar”, acrescenta.

O Paralapracá é um projeto do Instituto C&A, executado pela Avante – Educação e Mobilização Social, nos municípios: Camaçari (BA), Maceió (AL), Maracanaú (CE), Natal (RN) e Olinda (PE).  A iniciativa visa contribuir para a melhoria da qualidade do atendimento às crianças na Educação Infantil, com vistas ao seu desenvolvimento integral. O projeto se desenvolve em aliança com secretarias municipais de educação e possui dois âmbitos de atuação: a formação continuada de profissionais de Educação Infantil e o acesso a materiais de uso pedagógico de qualidade, tanto para crianças quanto para professores.

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