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Depoimentos




Simone Almeida

“Como aluna do Curso de Especialização em Docência na Educação Infantil, ministrado pela Universidade Federal da Bahia, adentrei-me no território investigativo propiciado pela pesquisa científica intitulada Formação continuada na Educação Infantil e suas tessituras nas experiências das docentes de Camaçari.

Essa investigação percorreu alguns caminhos. Um deles propiciou adentrar nas veredas da minha própria história formativa, minhas experiências e saberes, construídos ao longo da minha jornada como professora da Educação Infantil. Outro caminho foi trilhado pelo terreno formativo das professoras que atuam neste segmento em Camaçari, cidade em que atuo como profissional da infância desde 2005.

A pesquisa buscou compreender como essas profissionais percebem a relevância das formações continuadas, realizadas pela Coordenação Pedagógica da Secretaria de Educação do município e projetos parceiros, para suas práticas. Em busca de maior conhecimento e compreensão sobre o assunto, realizaram-se entrevistas com algumas professoras que participaram das formações promovidas pelo Programa de Formação de Educadores da Infância (Proinfância), de Camaçari e pelo programa Paralapracá. As entrevistas ocorreram com seis educadoras de escolas diferentes, da Rede Municipal de Educação e Creches Comunitárias, situadas na sede e orla do município.

Das muitas narrativas, que constituem as histórias formativas das professoras, o Magistério, o Proinfância e o Paralapracá tiveram lugares marcados nas suas experiências profissionais. Segundo elas, o projeto Paralapracá proporcionou a transformação de suas práticas junto às crianças, ampliou e aprofundou temas relevantes para a aprendizagem e desenvolvimento delas, principalmente no que tange uma rotina estruturada, a partir da escuta sensível e participação ativa da criança.

Foi percebida uma mudança de postura por parte da maioria das professoras que passaram pelas formações realizadas pelo Programa Paralapracá, principalmente no que se refere à inquietação, busca por respostas, ampliação de conhecimento sobre temas que integram a Educação Infantil, com destaque para: Protagonismo Infantil e Escuta Sensível.

As educadoras relataram que essa nova concepção trazida pelas reflexões, transformou suas maneiras de olhar as crianças, perceber seu potencial e a importância de escutá-las para, assim, promover experiências significativas COM elas.”

 

Simone Almeida, técnica da Secretaria Municipal de Educação de Camaçari (BA) - 07/12/2016

Heraldina Simões

“É um imenso prazer brincar um pouco com as palavras e dizer o quanto sou mais, depois do programa Paralapracá.  Atuo como professora da Educação Infantil e também como gestora da Escola Municipal São Bento. Sou professora encantada, trabalhando e experimentando cada experiência que aprendi.

Trabalhei com afinco e dedicação cada passo, sem pressa, ouvindo e observando minhas crianças, realizando investimentos pessoais, emocionais, afetivos, cognitivos, pesquisas e intensas leituras, de modo que não havia pensamento para mais nada, além de realizar bem meu trabalho e transformar a paisagem afetiva delas.

No percurso de trabalho efetivo como professora passei a facilitar as formações na minha instituição e logo depois recebi convite do Departamento de Educação Infantil para fazer parte do grupo de formadoras do Paralapracá em Olinda. Um trabalho que, na verdade, tem sido um “enrolar do corpo em linguagem”, como define Rubem Alves, a educação. De fato, me encontrei nessa concepção, nesse brincar, nesse jeito novo de aprender, a partir de uma nova janela – EaD [Educação a Distância].

No AVA [Ambiente Virtual de Aprendizagem], estou amando esse novo curso [Organização do Ambiente], Fico sorrindo sozinha porque parece que tudo foi escrito para mim, me encaixa, me representa, estou amando cada página. Sinto-me contemplada com minha prática, minhas atitudes, meu trabalho, me problematizando inteiramente. E como tudo na profissão é questão de muito trabalho e dedicação, me sinto confortável sendo formadora e desconfortável no sentido de estar refazendo todo meu percurso de aprendizagens, novos processos de aprendizagens. Algo por demais importante na vida profissional, por vezes esquecida pelo professor, que se acostuma com a rotina.

Creio que a rotina agora seja de mudança, de percepção do novo, do aqui e agora, nada de pensamentos mofados. O coordenador [pedagógico] finalmente segue para seu lugar de ajudar aos professores nas aprendizagens de seus alunos, favorecendo mudanças no chão da escola. Convivemos diariamente com nossas colegas, sofremos juntas e também sorrimos juntas. Então, nada melhor que conversarmos sobre o que deu certo, o que não deu certo, e o que vamos fazer para alcançar nossos objetivos.”

Heraldina Simões, professora e gestora da Escola Municipal São Bento, Olinda (PE)- 07/12/2016

Mary Ane Germano

“Gente! É muito gostoso participar das formações e encontros promovidos pelo Departamento de Educação Infantil. Ontem foi muito show a nossa formação. Posso dizer que o AVA está nos proporcionando momentos prazerosos e profundos.”

Mary Ane Germano, Coordenadora Pedagógica do CMEI Paulina Engrácia, Natal (RN) - 18/10/2016

Ester Ferreira

“Estar no Programa Paralapracá é viver no mundo das possibilidades. São enormes os desafios para um futuro próximo, todavia, agora, estamos ainda mais fortalecidas. Os lugares anteriormente deixados, quase que intencionalmente, em segundo plano, estão firmados e de lá jamais sairão. As professoras e as crianças são as maiores riquezas que herdamos, ao longo desta parceria. Que criança, lá pelos três anos, irá se esquecer de uma tematização da prática, da música, da literatura, das… São tantos ganhos, tantas conquistas.  Já começo a sentir muita falta de vocês, com delicadeza e suavidade na condução, nos dizendo – tentem por aqui, ou por que não aqui???? Vixe !!!!! É bom, foi bom, será sempre bom!!!!”

Ester Ferreira, Coordenadora Pedagógica da Escola Municipal Monte Castelo, Olinda (PE) - 18/10/2016

Ana Valéria Santos

“Hoje, quando entramos na Creche Comunitária Nossa Senhora do Amparo, é possível perceber que ali as crianças são felizes e amadas. Elas transmitem isso com seus olhinhos brilhando de alegria! Os adultos que interagem com as crianças, sentem-se importantes por fazer parte da infância destes pequenos. Graças as intervenções do Paralapracá, o recreio das crianças é excelente. Elas têm várias possibilidades para recrear como queiram, com fantasias, roda de leitura, campinho de futebol, brinquedos, balanços com pneus e subir nos pneus. Aliás, é o que elas mais gostam de fazer depois de usarem as fantasias e darem asas à sua imaginação… O nosso recreio é um dos momentos mais esperados na Creche.”

Ana Valéria Santos, Coordenadora Pedagógica da Creche Comunitária Nossa Senhora do Amparo, em Camaçari (BA) - 17/10/2016

Cely Bastos

“O professor tem realmente que deixar que a criança aflore nele. Se ele se permite, consegue entender o brincar da criança, como ela aprende. É ela que vai dando a direção, o caminho. Eu me delicio com a construção deles, do que eles falam para mim, e, de repente, o que me chama atenção é que antes eu não tinha essa escuta, e hoje eu percebo que a escuta me dá muito mais sentido. Antes, a gente não tinha esse olhar tão sensível, e o Paralapracá trouxe isso, ele me deu fundamentação teórica.”

Cely Bastos, professora da Escola 19 de Setembro, em Olinda (PE) - 17/10/2016